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Alarmes

Fazer uma anotação chamar você na hora certa: os quatro tipos de repetição, a tela de alarmes e o que pode impedir um alarme de tocar.

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Em resumo

Uma anotação guarda o que precisa ser lembrado; o alarme é o que faz o aparelho lembrar por você. Qualquer tipo de anotação aceita alarmes — do lembrete simples ao pré-lançamento, da checklist ao aniversário — e cada anotação pode ter quantos precisar. O alarme é uma notificação do sistema: chega mesmo com o app fechado, e tocar nela abre exatamente a anotação que a gerou.

Onde um alarme nasce

Não existe uma tela de "criar alarme". O alarme pertence à anotação, então ele é criado de dentro dela: em qualquer editor de anotação existe um campo Alarmes, com um botão ao lado que abre a lista de alarmes daquela anotação.

  1. Abra a anotação para edição — a que você quer ser lembrado a respeito.
  2. Toque no botão ao lado do campo Alarmes. A folha que abre lista os alarmes já existentes e traz o botão de adicionar.
  3. Escolha a repetição, a hora e a data. Os campos mudam conforme o tipo escolhido, logo abaixo.
  4. Feche a folha e salve a anotação. Os alarmes só passam a existir quando a anotação é salva — sair do editor sem salvar não deixa alarme nenhum para trás.
O texto do alarme é a própria anotação

Não há campo de mensagem: o que a notificação mostra é a descrição da anotação. É mais um motivo para o título dizer o que precisa ser feito — "Renovar o seguro do carro" funciona na tela de bloqueio; "Seguro" não.

Os quatro tipos de repetição

Tipo O que você informa Como se comporta
Único Uma data e uma hora Toca uma vez e encerra.
Semanal Os dias da semana e a hora Toca em cada dia marcado. Marcar os sete dias é o alarme diário — não existe um tipo "diário" separado.
Mensal Um dia do mês e a hora Toca todo mês nesse dia.
Anual Uma data e uma hora Toca todo ano no mesmo dia e mês.

Dois detalhes que costumam surpreender:

A vigência da anotação manda no alarme

O alarme não tem data-final própria. Quem limita a repetição são as datas de referência da própria anotação: se ela vale de 01/03 a 30/06, o alarme semanal só toca dentro desse intervalo, e depois de 30/06 não toca mais. Uma anotação sem datas de referência deixa a repetição correr livre.

É por isso que apagar o "até" de um lembrete pode fazer um alarme voltar a tocar, e preencher esse campo é a forma mais direta de encerrar uma repetição sem apagar o alarme.

A tela de Alarmes

Chega-se a ela por dois caminhos — Menu › Anotações › Alarmes e Configuração › Alarmes, que mostra um selo com quantos alarmes tocaram sem resposta. Ela é a memória do que o aparelho fez, separada em quatro recortes:

Recorte O que traz
Perdidos Tocou e ninguém respondeu. É o recorte inicial, porque é o único que ainda pede algo de você.
Próximos Ainda vai tocar. São os que o sistema está segurando neste momento.
Vistos Você abriu, dispensou ou adiou.
Todos Tudo o que ainda está guardado.

O campo de texto estreita o recorte escolhido — ele filtra pela descrição da anotação e pelo tipo dela, então digitar "lembrete" deixa só os lembretes do recorte atual. Os dois filtros se somam; a busca não amplia o recorte de volta.

Desprogramar e descartar são coisas diferentes

Cada linha oferece uma das duas ações, nunca as duas:

Esta tela não é um arquivo

Registro já respondido é apagado sozinho depois de 30 dias, e a própria tela avisa disso no rodapé. Quem procura o histórico de um alarme antigo não vai encontrar um filtro que o traga de volta — ele não está mais lá.

Quando o alarme não toca

A maior parte dos alarmes que "falham" esbarra em uma destas quatro coisas:

O alarme depende do app ser aberto de vez em quando

O app não roda em segundo plano para reprogramar alarmes sozinho. Ele reprograma quando você abre a tela principal, quando salva um alarme e quando volta para o app. No uso normal isso é invisível — só quem some por meses sente a diferença.

Responder a um alarme

A notificação traz duas ações, no celular: Adiar 10 min e Dispensar. Tocar no corpo da notificação abre a anotação, e o alarme deixa de constar como perdido. Abrir a linha pela tela de Alarmes tem exatamente o mesmo efeito — é a saída para quem viu a notificação passar e não conseguiu responder na hora.

"Concluir" não é uma das ações de propósito: concluir significa uma coisa diferente em cada tipo de anotação, enquanto adiar e dispensar valem para todos.

Na tela de bloqueio

Em Configuração existe a opção Ocultar o conteúdo dos alarmes na tela de bloqueio, desligada por padrão. Ligada, a notificação continua chegando mas o texto da anotação só aparece depois de desbloquear o aparelho. Vale para quem usa anotações com valores ou nomes que não devem ficar à vista.

No iPhone essa escolha não existe por notificação: quem manda é o "Mostrar prévias" do próprio sistema.

O alarme é seu, não da anotação

Duas consequências que valem saber:

Próximos passos