Uma anotação guarda o que precisa ser lembrado; o alarme é o que faz o aparelho lembrar por você. Qualquer tipo de anotação aceita alarmes — do lembrete simples ao pré-lançamento, da checklist ao aniversário — e cada anotação pode ter quantos precisar. O alarme é uma notificação do sistema: chega mesmo com o app fechado, e tocar nela abre exatamente a anotação que a gerou.
Onde um alarme nasce
Não existe uma tela de "criar alarme". O alarme pertence à anotação, então ele é criado de dentro dela: em qualquer editor de anotação existe um campo Alarmes, com um botão ao lado que abre a lista de alarmes daquela anotação.
- Abra a anotação para edição — a que você quer ser lembrado a respeito.
- Toque no botão ao lado do campo Alarmes. A folha que abre lista os alarmes já existentes e traz o botão de adicionar.
- Escolha a repetição, a hora e a data. Os campos mudam conforme o tipo escolhido, logo abaixo.
- Feche a folha e salve a anotação. Os alarmes só passam a existir quando a anotação é salva — sair do editor sem salvar não deixa alarme nenhum para trás.
Não há campo de mensagem: o que a notificação mostra é a descrição da anotação. É mais um motivo para o título dizer o que precisa ser feito — "Renovar o seguro do carro" funciona na tela de bloqueio; "Seguro" não.
Os quatro tipos de repetição
| Tipo | O que você informa | Como se comporta |
|---|---|---|
| Único | Uma data e uma hora | Toca uma vez e encerra. |
| Semanal | Os dias da semana e a hora | Toca em cada dia marcado. Marcar os sete dias é o alarme diário — não existe um tipo "diário" separado. |
| Mensal | Um dia do mês e a hora | Toca todo mês nesse dia. |
| Anual | Uma data e uma hora | Toca todo ano no mesmo dia e mês. |
Dois detalhes que costumam surpreender:
- Dia 29, 30 ou 31 no mensal. Nos meses que não têm aquele dia, o alarme toca no último dia do mês; nos meses que têm, ele volta para o dia que você pediu. Pedir dia 31 não vira "dia 28 para sempre".
- O semanal exige pelo menos um dia. Salvar sem nenhum dia marcado não é aceito, e a tela diz por quê em vez de simplesmente não salvar.
A vigência da anotação manda no alarme
O alarme não tem data-final própria. Quem limita a repetição são as datas de referência da própria anotação: se ela vale de 01/03 a 30/06, o alarme semanal só toca dentro desse intervalo, e depois de 30/06 não toca mais. Uma anotação sem datas de referência deixa a repetição correr livre.
É por isso que apagar o "até" de um lembrete pode fazer um alarme voltar a tocar, e preencher esse campo é a forma mais direta de encerrar uma repetição sem apagar o alarme.
A tela de Alarmes
Chega-se a ela por dois caminhos — Menu › Anotações › Alarmes e Configuração › Alarmes, que mostra um selo com quantos alarmes tocaram sem resposta. Ela é a memória do que o aparelho fez, separada em quatro recortes:
| Recorte | O que traz |
|---|---|
| Perdidos | Tocou e ninguém respondeu. É o recorte inicial, porque é o único que ainda pede algo de você. |
| Próximos | Ainda vai tocar. São os que o sistema está segurando neste momento. |
| Vistos | Você abriu, dispensou ou adiou. |
| Todos | Tudo o que ainda está guardado. |
O campo de texto estreita o recorte escolhido — ele filtra pela descrição da anotação e pelo tipo dela, então digitar "lembrete" deixa só os lembretes do recorte atual. Os dois filtros se somam; a busca não amplia o recorte de volta.
Desprogramar e descartar são coisas diferentes
Cada linha oferece uma das duas ações, nunca as duas:
- Desprogramar (sino cortado), só nas linhas que ainda vão tocar. Isso remove o alarme, não só aquela ocorrência — desprogramar uma linha de um alarme semanal é desligar todas as terças a partir de agora. A confirmação diz exatamente qual alarme está sendo removido.
- Descartar (lixeira), só nas linhas que já são histórico. Joga fora o registro, sem tocar em alarme nenhum. O botão Descartar listados, no fim da tela, faz isso com tudo o que os filtros deixaram na tela — e nunca com um alarme programado.
Registro já respondido é apagado sozinho depois de 30 dias, e a própria tela avisa disso no rodapé. Quem procura o histórico de um alarme antigo não vai encontrar um filtro que o traga de volta — ele não está mais lá.
Quando o alarme não toca
A maior parte dos alarmes que "falham" esbarra em uma destas quatro coisas:
- Notificações desligadas para o app. O alarme seria agendado, tocaria e o sistema jogaria fora. A folha de alarmes mostra o aviso e o botão que pede a permissão — é o momento certo, porque é quando você está decidindo confiar em um alarme.
- Horário exato não permitido (Android). Sem essa permissão o alarme continua chegando, mas o sistema pode agrupá-lo e atrasá-lo para economizar bateria. A mesma folha oferece o caminho para liberar.
- Muito tempo sem abrir o app. O app programa as ocorrências dos próximos 60 dias e faz isso quando você o abre. Passar mais de dois meses sem abrir deixa buracos: o que estava além da janela nunca chegou a ser programado.
- Alarmes demais ao mesmo tempo. O aparelho aceita um número limitado de notificações programadas, então o app trabalha com um teto de 56 ocorrências. A cota é distribuída em rodízio — cada alarme garante a próxima ocorrência antes de qualquer um garantir a segunda —, justamente para um alarme diário não engolir as vagas de um aniversário que só toca daqui a cinquenta dias. O que não coube entra assim que as ocorrências mais próximas forem tocando.
O app não roda em segundo plano para reprogramar alarmes sozinho. Ele reprograma quando você abre a tela principal, quando salva um alarme e quando volta para o app. No uso normal isso é invisível — só quem some por meses sente a diferença.
Responder a um alarme
A notificação traz duas ações, no celular: Adiar 10 min e Dispensar. Tocar no corpo da notificação abre a anotação, e o alarme deixa de constar como perdido. Abrir a linha pela tela de Alarmes tem exatamente o mesmo efeito — é a saída para quem viu a notificação passar e não conseguiu responder na hora.
"Concluir" não é uma das ações de propósito: concluir significa uma coisa diferente em cada tipo de anotação, enquanto adiar e dispensar valem para todos.
Na tela de bloqueio
Em Configuração existe a opção Ocultar o conteúdo dos alarmes na tela de bloqueio, desligada por padrão. Ligada, a notificação continua chegando mas o texto da anotação só aparece depois de desbloquear o aparelho. Vale para quem usa anotações com valores ou nomes que não devem ficar à vista.
No iPhone essa escolha não existe por notificação: quem manda é o "Mostrar prévias" do próprio sistema.
O alarme é seu, não da anotação
Duas consequências que valem saber:
- Entre os seus aparelhos, o alarme acompanha você. Ele é gravado junto com o resto dos seus dados e chega aos outros aparelhos na sincronização. O que não viaja é o histórico do que tocou: esse é o registro do que aquele aparelho fez, e fica nele.
- Em uma categoria compartilhada, o alarme não atravessa. Um alarme criado pelo dono não toca no aparelho do convidado, e o convidado pode pôr alarmes próprios na mesma anotação sem o dono ficar sabendo. Cada um decide quando quer ser chamado.