Um modelo de importação — chamado de "pré-configuração" nas telas do app — guarda como um arquivo de uma determinada origem deve ser interpretado. Você monta um por conta ou cartão e, a partir daí, importar o extrato do mês vira escolher o arquivo, escolher o modelo e confirmar.
O que um modelo guarda
| Campo | Para que serve |
|---|---|
| Nome | Obrigatório, e é o que você vai ver na lista na hora de importar. Nomeie pela origem real — "Cartão banco X", "Conta corrente banco Y" — e não pelo formato do arquivo. |
| Descrições | Os textos que serão pré-preenchidos em cada lançamento importado. São várias linhas: o editor cria um campo novo em branco assim que você preenche o último, e remove os vazios ao salvar. |
| Marcador | O marcador que a pré-configuração carimba em tudo o que importar — útil para separar de uma vez o que veio de uma origem específica. Tem campo próprio, abaixo das descrições, e não conta como descrição: uma pré-configuração só com marcador continua precisando de descrição ou categoria para poder ser salva. |
| Categoria (opcional) | A categoria padrão dos lançamentos daquele arquivo. Faz muito sentido para uma conta de uso específico; faz pouco para o cartão principal, onde tudo se mistura. |
| Moeda padrão | A moeda em que aquele extrato vem. É o que evita importar uma fatura internacional inteira como se fosse na moeda principal. |
Criando o primeiro
- Faça uma importação sem modelo. Assim você vê como os lançamentos daquela origem chegam de verdade, antes de decidir o que vale a pena padronizar.
- Anote o que você repetiu à mão. Se você acabou digitando a mesma descrição em vinte lançamentos, ela é candidata a virar campo do modelo.
- Crie o modelo com esses campos. Nome, descrições, categoria se fizer sentido, moeda se não for a principal.
- Use-o na importação seguinte. Ao selecionar o modelo, a tela de importação já preenche os campos de descrição e a categoria.
O modelo descreve o formato de uma origem, não um período. Você cria uma vez e reusa todos os meses; se o banco mudar o layout do arquivo, você edita o modelo em vez de criar outro.
Gerenciando a lista
A tela de pré-configurações lista todos os modelos com um filtro por texto. Tocar em um abre o editor; ali você renomeia, ajusta as descrições, troca a categoria ou exclui — com confirmação. Quando a lista cresce, um botão de adicionar também aparece no fim, para você não precisar rolar de volta ao topo.
O que o modelo não faz
- Não classifica sozinho. Se o modelo não define categoria, os lançamentos entram como não classificados e seguem para o fluxo de classificação com sugestões — que é o mecanismo certo para isso.
- Não impede duplicatas. Isso é feito no pré-processamento do arquivo, independentemente de haver modelo: lançamentos já importados são descartados antes de você confirmar.
- Não altera o passado. Editar um modelo muda as próximas importações, não as anteriores.
Uma categoria padrão em um extrato variado joga tudo no mesmo lugar e cria trabalho de correção maior do que o que economizou. Reserve esse campo para origens de propósito único — a conta que só paga o aluguel, o cartão usado só em viagem.