Estas três anotações são feitas de itens, não de um texto só. Elas partem do mesmo mecanismo — uma lista de linhas que você preenche — e se diferenciam pelo que cada linha carrega e pelo que o total significa. Todas começam mínimas: só título e itens. Os campos extras você liga em "Editar campos", um a um, para a anotação não nascer cheia de espaços em branco.
Qual das três usar
| Anotação | A pergunta que ela responde | Exemplo |
|---|---|---|
| Checklist | O que já foi feito e o que falta? | Documentos do financiamento; itens da mudança; lista de compras do mês. |
| Orçamento | Entre as opções que levantei, qual escolher? | Três cotações de pintura; dois modelos de notebook em lojas diferentes. |
| Lista detalhada | Quanto isso tudo vai dar, item a item? | Material de obra com quantidade e unidade; enxoval; lista de peças. |
Checklist
A checklist é a mais direta: um título e uma lista de itens marcáveis. Você não precisa clicar em "adicionar item" — assim que preenche a última linha, uma nova linha em branco aparece embaixo, então dá para digitar a lista inteira em sequência.
Em Editar campos você pode acrescentar, por item, valor, quantidade e link, além de um campo de notas extras para a anotação inteira. Uma lista de compras que começou como "leite, pão, café" vira, sem trocar de tipo, uma lista com preço e quantidade de cada coisa.
Orçamento
O orçamento existe para comparar. Cada linha é uma opção — "Loja A — modelo X", "Loja B — modelo Y" — com o valor daquela opção e, se você ligar o campo, o link de onde ela veio. Em vez de anotar três cotações em três lugares, elas ficam lado a lado dentro da categoria a que pertencem.
O campo valor esperado é opcional. Ligado, ele guarda o quanto você espera gastar no total; combinado com somar valor dos itens, ele para de ser digitado e passa a ser a soma das opções — útil quando o "orçamento" é na verdade a composição de várias partes, e não uma escolha entre alternativas.
Lista detalhada
É a mais completa das três. Cada item pode ter descrição, quantidade, unidade, valor, link e uma marcação de concluído — e você escolhe quais desses campos quer ver. Quando dois ou mais campos extras estão ligados, o app reorganiza cada item em duas linhas para que nada fique espremido na tela do celular.
O total que se soma sozinho
Tanto no orçamento quanto na lista detalhada existe a opção somar valor dos itens. Ligando ela, o campo de valor total vira somente leitura e passa a ser recalculado a cada alteração de item. Como isso só faz sentido se os campos envolvidos existirem, o app liga junto o que for necessário — usar valor total e, na lista detalhada, usar valor nos itens. E desligar o valor total desliga a soma automática também.
Se as linhas são alternativas — três cotações para o mesmo serviço — somar não faz sentido: você vai contratar uma. Deixe a soma desligada e use o valor total para registrar quanto você espera gastar de fato.
Moeda e conversão
A moeda é escolhida uma vez para a anotação inteira, e vale tanto para o total quanto para o valor de cada item. Quando ela é diferente da sua moeda principal, o app mostra a memória de cálculo da conversão abaixo dos campos — valor digitado × taxa = valor convertido — usando a taxa vigente na data de referência da anotação.
Um fluxo que funciona bem
- Comece pelo orçamento. Levante as opções, cada uma com valor e link, dentro da categoria que vai receber o gasto.
- Escolhida a opção, crie um pré-lançamento. Com o valor e a data previstos, ele passa a contar como gasto planejado até virar lançamento real.
- Use uma checklist para a execução. O que precisa acontecer até o gasto se concretizar — documentos, agendamentos, entregas.
- E uma lista detalhada se houver muitas partes. Com soma automática ligada, você acompanha o total real crescendo item a item.